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Cerejas


Meu outono se faz janeiro, ano inteiro.

Num sarcástico e precoce cair de folhas.

Dos cabarés santos chamados igrejas,

sou eu do puteiro, que morde as cerejas.

E assim, sem compromissos, cervejas.

O que ensejas velejando, marejas.

Puteando festejas, fazendo amor sejas

tu a arremeter me, sobre-mesas.

E o que sou eu refeição, ou sou só isso?

Minha língua sêca, anseia por seu paladar.

Eu falo, eu movo, eu sorvo sua semente.

Calo na boca o trava línguas ainda quente.

Meu asfalto betumado de chocolate

com pimenta, a delícia dos sabores

do maná perfeito. Sobre cetins, matelassês,

despida de preconceitos, me deito.

 

Mah Delmond

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Eva…

Eva,

És das estrelas, a mais linda….
De Eva, só o (codi)nome, de mim,
Tudo em voce e voce, tudo em mim…
Do doce do mel,
Do sal de teu suor e,
Deste sabor agridoce único
E unicamente meu,
Quero sentir, provar…
De tua boca beijar.
Teus seios tocar, lamber,
Chupar… de voce e voce
Poder chupar…
Dá-me de teu mel
Dá-me de teu suor
Dá-me teu sal
Teu único e delicioso sabor e
Saber (me ensinas teu saber?)
Como que um doce, um agridoce
Como que um sal, agridoce
Como que de voce
Dá-me que possa
Continuar a poder beber
E beber sempre mais de voce…

Anja…970785_218305041666731_134367959_n-001

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“Desejo” (duelo de corpos)

Na beleza de teu olhar que me seduz,
Embriago-me.
No sorriso de tua boca carnuda,
E no salivar da minha,
Gotejo-me até sentir teus seios…
Minha língua, tua boca…
Teus seios, minha língua,
Teus beijos, teu colo.
Teu ventre, toco.
De teu cálice, Bebo.
Em teu sagrado cor púrpura,
Peco e me perco ainda mais.
Desejo, sim, desejo-te!

Anja Arcanja

arrepio

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H e r é t i c a

By Rejane (Mel) Britto

Religião pagã

Devoção frenética

Que a ti elege

Ao teu corpo em transe

Do altar à alcova

Cerimônia erótica

Comungar herege

Mordo-te a carne

Chupo-te o sangue

Bebo-te o gozo

Brindo ao teu prazer

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“Nosso sagrado e profano amor!”

 

 

Hoje quero que me toques; quero sentir em mim

O teu toque, tua mão… carícias!

Teu beijo, teu colo, teus seios, teu sexo…

Delícias!

Vem amada minha,

Hoje quero toca-la, com minha mão acaricia-la.

Com minha boca beija-la e com min’alma, ama-la.

Brindemos em nossas sagradas taças,

O vinho de nosso amor, amor profano,

Amor sagrado, amor híbrido, o amor…

Brindemos, amemos, beijemos…

Vivamos nosso sagrado e profano amor!

Hoje preciso de ti.

Vem?

 

 

3 Comentários

Meu alimento sagrado (by Anja_Arcanja)

Hoje eu quero que me desejes como eu a você.

Esta noite não quero carinhos, nem beijos.

Mas quero sentir teu tesão em meu corpo a queimar.

De teu suor beber, teu corpo sentir de tu’alma me alimentar.

Quero que me sugues e bebas no meu cálice o meu sagrado;

E eu em plena felação beberei tua alma,

Alimentarei meu desejo, e  permanecerei eterna.

Hoje preciso que sejas meu homem,

Meu alimento sagrado

Te levarei a meu céu, e te farei eterno,

E terás a certeza de sê-lo,

Mesmo sabendo que não…

Licença Creative Commons
Meu alimento sagrado de Anja_Ancanja é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil.
Baseado no trabalho em anjaarcanja.wordpress.com.

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Estradas para anjas…

Duas estradas
confundindo-se
em curvas e contra-curvas
duas linhas
aproximando-se,
fazendo com que o principio de uma
se torne no fim da outra,
dois limites
feitos de cabeça,tronco e membros,
feitos de boca,
feitos de seios,
feitos de sexo,
envolvendo-se,
aconchegando-se,
fazendo com que tudo junto se torne
no profundo buraco negro
onde eu hoje mais uma vez me afundo.

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