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O doce sabor do adultério

Lá estava eu… mais uma vez na correria! Terminei de ministrar uma aula sobre hamartiologia aos alunos do seminário e ainda tinha que correr para chegar antes que terminasse o ensaio do ministério de louvor a fim de poder ouvir e aconselhar uma das moças deste ministério, o qual eu era conselheira. Ela estava passando por problemas em seu casamento e queria expor-me suas dúvidas e seus conflitos na esperança de que eu pudesse orienta-la a agir da melhor maneira possível, pondo fim ou pelo menos, amenizando ao máximo aos problemas conjugais pelo qual estava passando.

Mas não poderia ter vindo em pior hora tal pedido! Eu também estava atravessando uma crise em meu casamento. Eu e meu esposo que era um dos pastores em nossa igreja e também professor e secretário no seminário, estávamos separados por motivos que aqui não cabem ser citados; mas só o pastor sênior sabia de nossa atual situação. E como se isto não bastasse, eu estava muito excitada, ainda mais havendo acabado de ministrar uma aula sobre o tema “pecado”. Já fazia um mês que meu esposo estava fora, e claro, que a situação não havia explodido de uma hora para outra, mas já se delongava o que contribuiu para que nós já estivéssemos sem ter relações há aproximadamente três meses. Há… e como eu estava excitada! E isto poderia alterar minha racionalidade, interferindo negativamente em meu julgamento e posterior conselho. Enfim, era o pior momento. Mas prossigamos…

Ao chegar ao templo, percebi que a tal moça não havia ido, o que na hora me aliviou, mas em seguida me perguntei o que poderia ter acontecido. Mas, estando ali, resolvi assistir ao resto do ensaio, na esperança dela ainda chegar, mesmo que fosse só para poder conversarmos. Foi então que pude notar com olhos de mulher toda a beleza singular do líder do ministério de louvor. Um jovem rapaz no auge de seus vinte e cinco anos, moreno e muito bem afeiçoado. Sempre estava com uns óculos que eu, particularmente achava muito excitante. Dava-lhe um ar intelectual e despojado ao mesmo tempo. Eu comecei a reparar nos detalhes… ele estava por completo inserido no ministério: acertava as vozes, os instrumentos e ainda era inigualável guitarrista! Um maestro que com arte e dedicação exercia sua função.

Eu ali, sentada na segunda cadeira da terceira fileira apenas a observar o homem por detrás do maestro, tendo os mais libidinosos pensamentos com aquele rapaz. Quando fui surpreendida pela pergunta que ele me fez: – O som está bom pastora? – mal pude ouvi-lo, apenas ouvi o que minha mente me fazia ouvir: – hoje eu quero possui-la pastora! – ele de novo me chama: – pastora? Então acordo! Olho-o e percebo um sorriso maroto. Apenas digo: – desculpe-me. E ele repete a pergunta sobre o som. Eu digo que sim, mas o chamo para se sentar ao meu lado para que ouvisse e pudesse ter certeza.

Ele vem e enquanto ele caminha em minha direção eu apenas o observo, mergulhada em meus desejos insanos. Chegando perto ele me saúda com a paz do senhor pede licença e se assenta. Espero não mais que dois longos minutos (pois já não podia conter-me, pois já sentia o cheiro singular de sua masculinidade) e decidida, inicio uma conversa e pergunto-lhe se estava de carro, pois o meu havia dado um defeito e eu teria que ir de ônibus. Ele gentilmente se dispôs a levar-me para casa e imediatamente terminou o ensaio (talvez ele tivesse percebido meu desejo, talvez…).

Fomos para casa e lá chegando eu o convido para entrar e tomar um suco, ele relutou, mas eu insisti dizendo que ser eu a sua pastora, e que nada de mal poderia haver nisto. Ele entra, eu já tremula vou ao banheiro, lavo as mãos e o rosto e retorno para a sala, digo-lhe para ficar a vontade, pois ia preparar o suco. Volto com a bandeja com uma jarra de suco e uns biscoitos, pois como meus filhos passavam férias com os avós, eu não tinha muito a oferecer, além de meu corpo sedento por sexo selvagem, intenso, prazeroso… há como eu estava excitada… sirvo-lhe um copo de suco assento-me ao seu lado também tomando suco. Nenhum de nós sequer tocara nos biscoitos, a tensão do momento nos invadira… um misterioso silencio invade a sala! Podia-se ouvir o pulsar de nossos corações… Ele ameaça se levantar dizendo que estava na hora de ir embora, eu prontamente ofereço-lhe mais um copo de suco, ele aceita, e eu, já tremula e sem poder controlar-me, derramo suco em sua camisa. Foi um susto! Levantamo-nos eu me dispus prontamente a lavar sua camisa oferecendo uma de meu esposo, enquanto já completamente louca de desejo, desbotoava sua camisa. Foi quando ele segurou meus braços e fitou-me. Já era inevitável o que estava por vir…

Olhamo-nos e nossas bocas se aproximaram, eu com minhas mãos em seu peito peludo, ele segurando meus braços… aconteceu o beijo fatal! Já estávamos entregues, já não éramos pastor e ovelha, professora e aluno, conselheira e discípulo. Éramos homem e mulher… não havia superioridade, não havia diferença de idade, somente o desejo nos conduzia… nos abraçávamos, nos beijávamos e foi entre toques e beijos quando de súbito ele se desculpou e disse ter que ir embora! Minha blusa já desbotoada ele sem camisa… voltamos à realidade.

Recompus-me! Trouxe-lhe uma blusa gola polo de meu esposo que ficara um pouco apertada, acentuando seus músculos, fazendo-me deseja-lo ainda mais… mas me contive. O acompanhei até ao portão, mas antes de abrir, pedi a ele que esperasse, pois tinha que pegar um livro para que ele entregasse a sua noiva. Corri ao quarto, apanhei o livro, mas, possessa pelo desejo, decidi não perder esta oportunidade que Deus me dera, e tirei minha calcinha. Levei o livro e ao entrega-lo, agora eu, segurei seus braços e o beijei colocando uma de suas mãos em meu seio e a outra eu conduzi suavemente a minha vulva já molhada e quente. Ao perceber que eu estava sem a peça intima, ele se descontrolou e como um animal selvagem pegou-me pelos cabelos beijando-me com voraz desejo enquanto sua outra mão acariciava-me o clitóris e eu… há… apenas estava entregue… sem mais reações… apenas retribuía suas carícias.

 

Ali mesmo ele quis possuir-me, chupando com gula meus seios e desbotoando as calças, meteu com força sutil seu órgão enrijecido em mim, levantando-me em seus braços e eu abracei-o com as pernas e os braços… mas eu antes disto, já havia alcançado o primeiro orgasmo (há… como foi intenso) apenas com suas carícias. Mas agora eu sentia toda sua força de macho dentro de mim! Gozei de novo agora já não apenas o beijava, mas também o mordia e pude sentir seu membro pulsando dentro de mim e seus gemidos faziam-me perceber que ele estava gozando, mal tive tempo de pedir para não faze-lo dentro de mim, pois, incorríamos no risco de uma gravidez vergonhosa… mas já era tarde demais!

Sem me dar tempo de esboçar qualquer reação que fosse ele pegou-me em seus braços e sussurrando em meus ouvidos o quanto eu era gostosa, levou-me para sala e ali me possuiu de novo, fomos tomados por intensos orgasmos! De novo tomando-me em seus braços e me beijando, levou-me para meu quarto e de novo ali me possuiu… passamos quase toda a noite assim, viajando entre os cômodos da casa sendo eu possuída por aquele insaciável homem… por aquele insaciável macho… por aquele maestro que com encanto soube tocar-me… dedilhar-me… possuir-me… esquecêramo-nos dos compromissos eu de preparar e revisar a aula para o dia seguinte, e ele de ir se encontrar com sua noiva, garota que também era minha ovelha. Naquela noite a única coisa que importou foi nosso prazer. Foi nos entregar um ao outro. Sabendo que estávamos pecando.

Sim! Pecamos! Mas em que? Apenas em sermos traídos por nossos desejos e trair a confiança de nossos parceiros… pois eu sabia que Deus não nos imputaria a culpa de ter nos entregado, mas sim de ter traído nossos parceiros…

Louvei a Deus na manhã seguinte após ele ter ido embora, pela oportunidade que me concedera de poder me entregar por inteira e por quase toda noite aquele jovem homem!

Laudarent nomen Dómini

Anja_Arcanja®

Licença Creative Commons
O doce sabor do adultério de Anja_Ancanja é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Baseado no trabalho em anjaarcanja.wordpress.com.

3 comentários em “O doce sabor do adultério

  1. Estava frio aqui onde moro, tirei até o casaco.
    Você é um perigo com as palavras, se for assim com o corpo, desejo…
    Como gostaria de voltar no tempo.
    beijos

  2. gosto muito de acompanhar os seu blogs,mas acho que vou parar de ler…sao muito forte os assuntos.rsrsrsrr sabe como é a carne e fraca e o pecado nao e vitamina.

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