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Cerejas


Meu outono se faz janeiro, ano inteiro.

Num sarcástico e precoce cair de folhas.

Dos cabarés santos chamados igrejas,

sou eu do puteiro, que morde as cerejas.

E assim, sem compromissos, cervejas.

O que ensejas velejando, marejas.

Puteando festejas, fazendo amor sejas

tu a arremeter me, sobre-mesas.

E o que sou eu refeição, ou sou só isso?

Minha língua sêca, anseia por seu paladar.

Eu falo, eu movo, eu sorvo sua semente.

Calo na boca o trava línguas ainda quente.

Meu asfalto betumado de chocolate

com pimenta, a delícia dos sabores

do maná perfeito. Sobre cetins, matelassês,

despida de preconceitos, me deito.

 

Mah Delmond

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